O álbum de estreia do Feelies – nome tirado de uma passagem do clássico “Admirável mundo novo”, de Huxley – não poderia ser melhor batizado. É de cabo a rabo, incluindo sua versão para “Everybody got’s something to hide (except me and my monkey)” dos Beatles, guiado por um ritmo louco. É jangle pop frenético, anfetaminado e tenso como um elástico prestes a arrebentar.

A influência de Velvet Underground grita em todo o disco (escute “Forces at work” e ateste), mas é como um VU em uma rotação acima, com os desacelerados vocais a Lou Reed de Mercer funcionando quase como um contraponto à urgência das nove canções de Crazy rhythms.

Até 1991 a banda lançou ‘regularmente’ outros três ótimos álbuns, depois entrou num hiato de uma década e voltou à ativa onde está até hoje. O último trabalho, In between, é de 2017, e assim como “Here before” de 2011, é um belo disco. Mas em nenhum momento o Feelies foi tão foda quanto em seu limiar.

Descubra. Ou redescubra.

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